Brasil, 7 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Atitude auxilia em projetos de prédios verdes para empresas
 
Apesar de mais caras, essas construções são investimentos projetados para o futuro, afirma especialista.
 

Os prédios verdes, ou green buildings, como são conhecidos mundialmente, são a nova tendência da construção civil. Com o objetivo de reduzir os impactos ambientais durante a obra e depois dela, essas construções ainda buscam melhorar a qualidade de vida de quem nelas reside ou trabalha. Atualmente, os Estados Unidos, Inglaterra e Índia abrigam os mais de 700 prédios verdes reconhecidos pela Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), certificação da US Green Council, organização dedicada à sustentabilidade no design e construção de prédios. Estima-se que mais de dois mil novos green buildings estejam em andamento somente nos EUA. O Brasil, ainda atrasado se comparado a esses países, começa a dar seus primeiros passos em busca dessa nova tendência. Segundo a consultora em gestão sustentável Angela Andreopoulos, da Atitude - Gerando Resultado Sustentável, especializada em desenvolver projetos de sustentabilidade para empresas, essas construções ecologicamente corretas diminuem o impacto ambiental de forma bastante abrangente. “Podemos dizer que essa redução se dá a partir do design que visa o maior aproveitamento dos recursos naturais, menor emprego de materiais tóxicos ou poluentes, e devido ao cuidado com a biodiversidade e estudos de impactos futuros para a região, por meio de projeções de desenvolvimento e do entorno”, avalia.

Apesar de ser uma tendência, a construção de um prédio de maneira sustentável pode acarretar no encarecimento da obra. No entanto, em longo prazo, esses investimentos convertem-se em economia e até mesmo em aumento de produção e qualidade de vida dos funcionários que trabalham nesses locais. De acordo com Angela, “é comum ao empreendedor equacionar apenas os custos imediatos dos investimentos de mão de obra e materiais das obras tradicionais X obras verdes. Mas, apesar de, possivelmente, o valor de investimento ser mais alto, projetando os custos de economia de água, luz e aumento de produtividade, por exemplo, para o futuro, estes valores serão, com certeza, mitigados”, afirma.

O futuro ao qual a consultora se refere não envolve apenas os resultados dessa construção para a natureza, mas também para as pessoas que vivem e trabalham nesses ambientes. A especialista afirma que a equação mais difícil de se contabilizar talvez seja a do acréscimo de qualidade de vida e bem-estar gerado por um ambiente sustentável.

Acompanhando esta tendência, a Atitude, que já conta com a experiência de mais de seis anos auxiliando empresas em projetos de sustentabilidade, parte também para a consultoria em planejamento das construções verdes. “Nosso trabalho consiste em, por meio de diálogos e alinhamento conceitual das questões de sustentabilidade nos aspectos sociais, humanos, ambientais e financeiros, fazer um convite a todos os integrantes do projeto, em suas várias etapas, a repensarem e desenvolverem novas formas de planejamento e execução a partir de um pensamento sistêmico”, explica.

Todo esse planejamento resulta em construções com aproveitamento dos recursos naturais de iluminação e ventilação, utilização de recursos renováveis como energia solar e captação de águas pluviais, ou mesmo reuso de águas cinzas. Os prédios podem até incorporar inovações tecnológicas já disponíveis no mercado, que vão desde energia gerada por células combustíveis de hidrogênio, passando pela purificação de águas de fontes ou lagos com ozônio e até o uso de adesivos e selantes não nocivos à saúde ou ao meio ambiente, entre outros.

Desde a idealização da obra até o momento em que o prédio passa a ser freqüentado por moradores ou funcionários, é possível perceber o resultado do planejamento sustentável. “No caso de um prédio comercial, há recursos como a construção de espaços para guardar bicicletas (que contribuem para evitar o uso de carros e disseminação de CO2) e vestiários com chuveiros, assim como áreas verdes em espaços comuns que valorizam a convivência entre os usuários em espaços abertos e arborizados”, finaliza Angela.

 
 
 
 
Data da Publicação: 19/12/2007
 
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