Brasil, 7 de Janeiro de 2009 Busca por notícias:
 
Mercado de colas e adesivos apresenta novidades
 
Adespec é a primeira a oferecer uma linha de produtos para consumo doméstico e utilização na construção civil com 0% de compostos orgânicos voláteis e solventes. Além de preservar o meio ambiente, nova tecnologia beneficia o consumidor final.
 

O Brasil apresenta um elevado consumo de adesivos à base de solventes para utilização em madeiras, pisos, revestimentos e espumas (colchões), totalizando aproximadamente 23,5 mil toneladas por ano. No mercado doméstico, são cerca de 30 milhões de lares consumindo 109 milhões de unidades de cola anualmente.

Segundo fontes do setor, esses números devem crescer ainda mais nos próximos períodos, principalmente após o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo no início de 2007, que trouxe expectativas otimistas ao setor da construção civil, onde se encontra aproximadamente 60% da demanda por esse tipo de produto.

No entanto, os solventes vão para a atmosfera, agravando o efeito estufa, além de causar danos irreversíveis à saúde dos profissionais, usuários e outros seres vivos a eles expostos. Em países europeus, observa-se uma tendência de banimento destas substâncias e o estímulo à produção de materiais que contribuam para a redução dos poluentes lançados.

Pensando nesse aspecto, a Adespec, empresa fornecedora de soluções inovadoras em adesivos e selantes de alto desempenho, elaborou uma linha completa de produtos totalmente isentos de compostos orgânicos voláteis (VOC), isocianatos e solventes, que atende aos padrões de eficiência em tecnologia limpa e impacto sobre o meio-ambiente.

Segundo Flávio Teixeira Lacerda, diretor da Adespec, existe, no mercado doméstico, uma gama muito grande de consumidores insatisfeitos com o desempenho das colas existentes e atentos a estas questões ambientais. Prova disso é a boa aceitação do mercado ao adesivo multiuso Fix Tudo, um dos carros-chefe da empresa, que já nos dois primeiros meses de exposição na rede de supermercados Wal Mart, na grande São Paulo, alcançou a segunda posição de market share quanto ao número de unidades de colas comercializadas e a primeira posição quanto ao faturamento.

"Conseguimos desenvolver uma tecnologia para colar e vedar qualquer tipo de material, que possibilita a introdução de colas e selantes resistentes a altas e baixas temperaturas, raios ultravioletas, umidade, força de tração e coesão, alta flexibilidade e, o mais importante, que não agridem a saúde do ser humano, não contaminam o meio ambiente e não contribuem para o efeito estufa ", destaca Lacerda.

O executivo acrescenta que a demanda global no mercado de adesivos e selantes é de cerca de US$ 30 bilhões, sendo o Brasil responsável por US,$ 930 milhões desse montante. O nicho para aplicações específicas das chamadas "colas fabricadas com tecnologia limpa" na construção civil, indústria e varejo é estimado em US$ 219 milhões, o que também tem atraído a atenção de grandes investidores.

Criada em 2001 junto ao Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), a Adespec tornou-se uma S.A. após receber, em março de 2007, grande aporte de capital do Fundo de Investimentos Investech II, administrado pela Rio Bravo Venture Partners LTDA, que tem entre seus sócios o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

"Os recursos destinam-se à ampliação e melhoria da infra-estrutura da unidade fabril e também ao desenvolvimento de novas pesquisas relacionadas aos produtos que a empresa disponibiliza. Com base nesses investimentos, esperamos ampliar o faturamento para um patamar em torno de R$ 50 milhões até 2012", conclui Lacerda.

 
 
 
 
Data da Publicação: 11/12/2007
 
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