O
Brasil apresenta um elevado consumo de adesivos à base
de solventes para utilização em madeiras,
pisos, revestimentos e espumas (colchões),
totalizando aproximadamente 23,5 mil toneladas por
ano. No mercado doméstico, são cerca
de 30 milhões de lares consumindo 109 milhões
de unidades de cola anualmente.
Segundo
fontes do setor, esses números devem crescer ainda mais
nos próximos períodos, principalmente
após o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo no início
de 2007, que trouxe expectativas otimistas ao setor
da construção civil, onde se encontra
aproximadamente 60% da demanda por esse tipo de produto.
No
entanto, os solventes vão para a atmosfera,
agravando o efeito estufa, além de causar
danos irreversíveis à saúde
dos profissionais, usuários e outros seres
vivos a eles expostos. Em países europeus,
observa-se uma tendência de banimento destas
substâncias e o estímulo à produção
de materiais que contribuam para a redução
dos poluentes lançados.
Pensando
nesse aspecto, a Adespec, empresa fornecedora de
soluções
inovadoras em adesivos e selantes de alto desempenho,
elaborou uma linha completa de produtos totalmente
isentos de compostos orgânicos voláteis
(VOC), isocianatos e solventes, que atende aos padrões
de eficiência em tecnologia limpa e impacto
sobre o meio-ambiente.
Segundo
Flávio Teixeira
Lacerda, diretor da Adespec, existe, no mercado doméstico,
uma gama muito grande de consumidores insatisfeitos
com o desempenho das colas existentes e atentos a
estas questões ambientais. Prova disso é a
boa aceitação do mercado ao adesivo
multiuso Fix Tudo, um dos carros-chefe da empresa,
que já nos dois primeiros meses de exposição
na rede de supermercados Wal Mart, na grande São
Paulo, alcançou a segunda posição
de market share quanto ao número de unidades
de colas comercializadas e a primeira posição
quanto ao faturamento.
"Conseguimos desenvolver
uma tecnologia para colar e vedar qualquer tipo de
material, que possibilita a introdução
de colas e selantes resistentes a altas e baixas
temperaturas, raios ultravioletas, umidade, força
de tração e coesão, alta flexibilidade
e, o mais importante, que não agridem a saúde
do ser humano, não contaminam o meio ambiente
e não contribuem para o efeito estufa ",
destaca Lacerda.
O
executivo acrescenta que a demanda global no mercado
de adesivos e selantes é de
cerca de US$ 30 bilhões, sendo o Brasil responsável
por US,$ 930 milhões desse montante. O nicho
para aplicações específicas
das chamadas "colas fabricadas com tecnologia
limpa" na construção civil, indústria
e varejo é estimado em US$ 219 milhões,
o que também tem atraído a atenção
de grandes investidores.
Criada
em 2001 junto ao Centro Incubador de Empresas Tecnológicas
(Cietec) da Universidade de São Paulo (USP),
a Adespec tornou-se uma S.A. após receber,
em março de 2007, grande aporte de capital
do Fundo de Investimentos Investech II, administrado
pela Rio Bravo Venture Partners LTDA, que tem entre
seus sócios o ex-presidente do Banco Central,
Gustavo Franco.
"Os recursos destinam-se à ampliação
e melhoria da infra-estrutura da unidade fabril e
também ao desenvolvimento de novas pesquisas
relacionadas aos produtos que a empresa disponibiliza.
Com base nesses investimentos, esperamos ampliar
o faturamento para um patamar em torno de R$ 50 milhões
até 2012", conclui Lacerda. |