O biocida oferece ao adesivo proteção contra o ataque de bactérias, fungos e algas, preservando as características originais do produto. Garante a integridade dos produtos frente à contaminação microbiana, mantendo suas características e desempenho quando no estado úmido e preserva a aparência e resistência mecânica das películas de adesivo aplicadas aos mais diferentes substratos. Os microorganismos podem causar diversos prejuízos, como alteração de odor, cor, perda de viscosidade, perda de adesividade, formação de gás, entre outras características.
O bom momento enfrentado pela indústria de construção civil influenciou o consumo de adesivos em 2008. Conseqüentemente, o segmento de matérias-primas também sente esse impacto.
Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing da Ipel, afirma que o mercado de biocidas no Brasil, em 2008, teve um comportamento concordante com o momento econômico. “Principalmente no segmento de tintas imobiliárias e de adesivos o consumo de biocidas sofreu um importante incremento no volume de vendas”, afirma.
Para Fernando Cezar Scandoleira, gerente comercial da Miracema-Nuodex, o bom momento da economia brasileira, notadamente o segmento de construção civil, se reflete diretamente nos mercados de adesivos, uma vez que a construção civil é a força motriz e um excelente termômetro da atividade de consumo. “Isso, certamente, vem ao encontro dos objetivos da Miracema-Nuodex, que é o de suprir as demandas desse importante segmento. Estamos fortalecendo o fornecimento de matérias-primas, mas principalmente investindo no desenvolvimento de novos e mais avançados produtos e tecnologias para o segmento de biocidas, que é a área que mais requer know-how e competência”, assegura.
Luis Gustavo Ligere, representante técnico de vendas da Lanxess, avalia que, apesar do bom momento, o mercado sofreu com a escassez e constante aumento de preço de algumas matérias-primas importantes em função do fechamento de muitas fábricas asiáticas por causa das Olimpíadas de Pequim. Débora Fumie Takahashi, especialista técnica e desenvolvimento em biocidas da Dow, também sentiu o aumento de preços e a falta de muitos ativos, principalmente os produzidos na China, que praticamente parou a produção durante os Jogos Olímpicos.
Uma realidade que acompanha o segmento de biocidas é a utilização cada vez maior de formulações base aquosa em substituição aos sistemas solventes, aumentando a necessidade de proteção contra a degradação microbiológica. A tendência mundial é utilizar produtos ecologicamente corretos, que são mais suscetíveis à biodeterioração, por serem mais biodegradáveis. “O biocida moderno necessita acompanhar essa tendência, que veio para ficar”, identifica Scandoleira, da Miracema-Nuodex.
Os novos desenvolvimentos buscam obter soluções de preservação eficientes, com custo/benefício competitivo, aliadas à baixa toxicidade e facilidade de manuseio. “Ingredientes ativos mais versáteis e efetivos em amplo espectro de pH e temperatura. Outra tendência é a busca por ativos naturais ou de base natural”, cita Leite, da Ipel.
Debora, da Dow, diz que, em geral, a tendência é buscar ativos menos tóxicos ao homem e também ao ambiente, preocupação cada vez mais constante no mercado de biocidas.
Linhas de produtos
Arch Química
A linha de bactericidas Proxel, da Arch, tem sido bastante utilizada no mercado de adesivos, proporcionando uma preservação de longo prazo e mantendo as características principais do adesivo. “A Arch, com seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e microbiológico, busca trazer todas as tendências mundiais tanto em termos de novas moléculas quanto em novas formulações”, afirma Sebastian Gilli Canto, gerente de negócios biocidas LA&C da empresa.
Dow
A Dow possui isotiazolinonas, oxazolidinas, bronopol, DBNPA, entre outros produtos. Para a linha de adesivos, a Dow possui isotiazolinonas e doadores de formaldeído para a preservação de qualquer tipo de adesivo base aquosa. “O grande diferencial é que a Dow tem uma linha de produtos com aprovação no EPA e FDA para contato direto e indireto com alimentos nos Estados Unidos, o que possibilita a aplicação em adesivos que são colocados em contato com os alimentos e sua exportação para os Estados Unidos e Europa”, destaca Debora, que conta que a Dow vem estruturando a área de biocidas, aumentando e qualificando o laboratório de microbiologia para prestar serviço aos clientes. “A Dow possui um equipamente de alta tecnologia, o “High Throughput, que permite fazer inúmeras análises ao mesmo tempo, economizando tempo e material. Com essa metodologia, é possível otimizar biocidas ou misturas de ativos e dosagens para cada aplicação especificamente.”
Ipel
A Ipel possui formulações para adesivos contando com produtos com atuação para preservação “in can” e no filme seco. Inclusive existem opções de produtos com ativos que atendem as exigências do FDA americano para produtos que entram em contato com alimentos.
A Ipel conta, para o setor de adesivos, com formulações base água e base solvente, que se adptam às mais diversas necessidades dos sistemas adesivos. “Formulações que precisam proteger a película de adesivo seca aplicada podem ser protegidas também com nossos fungicidas, que agem protegendo o adesivo em situações de umidade intensa nas quais sempre podem ocorrer situações de contaminação”, comenta Leite.
A empresa possui o Ipel BP -15 e BP - 509 para sistemas aquosos, que garantem excelente proteção para a formulação de adesivos no estado úmido. Para a proteção de filmes de adesivos secos, a companhia disponibiliza o Ipel FBP 413.
Lanxess
A unidade de negócio MPP (Material Protection Products) da Lanxess tem, em seu portfólio, uma linha completa de biocidas para o mercado de adesivos que inclui bactericidas, fungicidas e algicidas. Os produtos contemplam a preservação na embalagem e no filme seco.
“A indicação de um biocida precisa levar em consideração as características técnicas do produto, como pH, temperatura e matérias-primas e da aplicação final (proteção na embalagem, filme seco, legislação)”, explica Ligere.
Na linha de adesivos, a empresa possui biocidas para a preservação de produtos sintéticos (dispersão polímeros) e produtos de origem animal e vegetal. Destaque para o Tektamer 38 AD (biocida à base de DBDCB), e para o Preventol BIT 20 D (biocida à base de benzo-isotiazolinona), que são isentos de formaldeído e de compostos orgânicos voláteis e possuem aprovação FDA (175.105 / 176.300 / 176.180 / 176.300). Para a linha de fenólicos, destacam-se o Preventol WB, Preventol CMK-40 e Preventol ON Extra.
Miracema-Nuodex
A Miracema-Nuodex está lançando biocidas diferenciados, de alta eficiência, a linha chamada “Intteligentia”. “São aditivos de alta performance que têm um custo-benefício bastante satisfatório”, garante Scandoleira. Segundo ele, a empresa Investe muito em laboratórios, pois acredita que a capacitação técnica é fundamental para fornecer o melhor suporte possível aos clientes |