A Dow Automotive, subsidiária da The Dow Chemical Company, está aumentando sua capacidade produtiva de adesivos automotivos. Por meio de projetos para redução de gargalos e investimentos já iniciados, a empresa planeja duplicar a capacidade de produção durante os próximos dois ou três anos. Neste ano, já foram implementados projetos de aumento de produtividade que proporcionaram ganhos de 25% na capacidade de produção da empresa. A produção de adesivos da Dow se concentra em Pindamonhangaba (SP), de onde a companhia atende a todo o Mercosul. Atualmente, possui 36 colaboradores trabalhando na unidade, que tem 16 mil metros de área.
Nesta entrevista, Marcelo Seraphim, gerente de produtos da Divisão de Adesivos da Dow Automotive para a América Latina, fala sobre a atuação da Dow no segmento, sua participação no mercado brasileiro e os projetos para os próximos anos. Seraphim é formado em administração de empresas e tem seu MBA pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo. Está na Dow Brasil há dez anos. Atuou como analista de negócios da Dow Automotive para a América Latina por quatro anos e, em 2007, assumiu a gerência de produto para o portfólio de adesivos e selantes da unidade de negócios. Tem 20 anos de experiência profissional.
Adesivos & Selantes: Como está a participação da Dow no mercado de adesivos automotivos e qual a perspectiva de crescimento?
Marcelo Seraphim: A Dow Automotive é pioneira na produção de adesivos para colagem de vidros automotivos no Brasil. Graças a esse pioneirismo e à utilização da mais avançada tecnologia, consolidamos a liderança no mercado. Na América do Sul, nove entre dez veículos saem da montadora com nosso adesivo. As perspectivas são muito boas, já que a indústria vive um período de crescimento excepcional.
Adesivos & Selantes: Sabe-se que a Dow está aumentando sua capacidade produtiva de adesivos automotivos e planeja duplicar a capacidade de produção durante os próximos dois ou três anos. Quais as ações planejadas para isso?
Seraphim: Neste ano, já implementamos projetos de aumento de produtividade que nos proporcionaram um ganho de 25% na capacidade. Esses projetos nos colocam em situação confortável para atender a toda a demanda. Estão planejados outros investimentos de maior impacto no médio e longo prazo que nos proporcionarão mais flexibilidade em termos de mix de produtos, ao mesmo tempo em que nos prepararão para a crescente demanda do mercado.
Adesivos & Selantes: Quais produtos a Dow fabrica no Brasil para a área automotiva?
Seraphim: A Dow Automotive tem um extenso portfólio de soluções para a indústria, oferecendo produtos de alta tecnologia para tornar os carros mais seguros, mais leves, mais silenciosos, menos agressivos ao ambiente e mais econômicos. No segmento de plásticos, produzimos compostos de polipropileno e de ABS para a produção de pára-choques e partes internas, que também injetamos e pintamos em Camaçari, na Bahia. Nossa integração em poliuretanos nos dá uma posição de destaque nas diversas aplicações de espumas de PU na indústria. Dentre outros produtos, destacamos os adesivos de alta performance para colagem de substratos diversos, soluções para absorção de impacto, espumas acústicas e estruturais e filtros para motores a diesel.
Adesivos & Selantes: Qual a capacidade de produção de adesivos da fábrica de Pindamonhangaba?
Seraphim: A produção de adesivos se concentra em Pindamonhangaba (SP), de onde suprimos todo o Mercosul. É uma localização estratégica, próxima das principais montadoras. Essa proximidade com o cliente é crucial para responder prontamente às necessidades do mercado. Atualmente, temos 36 colaboradores trabalhando na unidade, em uma área de 16 mil metros, perto da Rodovia Presidente Dutra.
Adesivos & Selantes: Qual a importância do mercado brasileiro para a Dow na América Latina e no mundo?
Seraphim: O mercado automobilístico brasileiro tem apresentado crescimento acima da média mundial. Com as dificuldades da indústria nos Estados Unidos e seus reflexos no México, o Brasil tem desempenhado um papel cada vez mais importante, com seguidos recordes de vendas e produção crescendo a dois dígitos percentuais. Os mercados americano e europeu são ainda hegemônicos, mas em termos de crescimento anual os mercados emergentes são as estrelas. O Brasil já é o sexto maior produtor de veículos, tendo ultrapassado recentemente a França.
Adesivos & Selantes: A empresa está desenvolvendo novos produtos e novas tecnologias na área de adesivos?
Seraphim: A Dow tem desenvolvido novas tecnologias no segmento de adesivos para colagem de vidro, por exemplo. Depois da eliminação dos primers promotores de adesão na carroçaria e do desenvolvimento de adesivos de alta performance, com resistência superior, colagem rápida e não condutivos, o principal objetivo hoje é diminuir os passos na aplicação dos componentes do sistema de colagem de vidro, sem prejudicar a segurança do mesmo. Outros exemplos são os adesivos estruturais de carroçaria, que resistem a colisões (crash durables), promovem maior robustez, redução de peso, diminuição de ruído e trepidação no veículo, além de oferecerem mais segurança ao passageiro.
Adesivos & Selantes: Como é a política de sustentabilidade da companhia e como ela é aplicada no Brasil?
Seraphim: Mais do que atuar de forma responsável, a Dow tem iniciativas importantes para a conscientização sobre meio ambiente, ética nos negócios e responsabilidade social. O Fórum de Sustentabilidade foi um exemplo. Reservamos uma semana de julho para debates, cujo tema principal foi o meio ambiente e os impactos da industrialização sobre o mesmo. Clientes, funcionários, fornecedores e formadores de opinião, como Jean-Michel Cousteau, participaram de discussões muito enriquecedoras. Além disso, foram apresentados projetos importantes, como a recente joint venture da Dow com a Crystalserv para produção de polietileno através de etanol de cana de açúcar. Outros projetos em conjunto com universidades e órgãos governamentais foram apresentados. A Dow Automotive também contribui de forma sustentável ao desenvolver produtos que promovem segurança, economia de combustível e redução de emissões nocivas ao meio ambiente. |