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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
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Em plena decolagem

 

A indústria aeroespacial conta com a PPG Aerospace desde 1927 fornecendo diversos tipos de selantes para aviões, que possuem, em sua estrutura, cerca de 10 a 12 quilos do produto.

 
Tatiana Karpovas
 

PPGOs selantes são principalmente utilizados para o isolamento de um ambiente. Entre suas principais funções estão a barreira contra umidade, vazamentos de combustível e solventes e variação de pressão. Eles servem também para atenuar choques mecânicos e vibrações, isolamento acústico, térmico e elétrico. Podem ter propriedades condutivas, oferecer fluidez aerodinâmica e também preencher espaços e lacunas. Todas essas propriedades são extremamente importantes para a indústria aeroespacial, que é uma grande consumidora de selantes. Um avião chega a carregar, em sua estrutura, cerca de 10 a 12 quilos do produto. Os mais comuns são os selantes para tanques de combustível, que ficam localizados nas asas, embaixo da fuselagem.

Desde 1927, a americana PPG Aerospace fornece transparências para aviação. Em 1999, adquiriu a PRC-DeSoto, que introduziu a empresa no ramo de selantes para a indústria aeroespacial. No Brasil, a companhia atua desde 2005 com um escritório de representação em São José dos Campos (SP), mas o País já era atendido antes disso pela empresa por intermédio dos Estados Unidos. O maior mercado para a companhia na América do Sul é São Paulo, principalmente pela presença da fábrica da Embraer, localizada em São José dos Campos. Agora, o objetivo é instalar uma fábrica no Brasil, mas as altas taxas de impostos ainda tornam o processo inviável, segundo Richard Hasselbach Weiss, gerente de vendas e marketing para a América Central e do Sul da PPG Aerospace.

A PPG tem, em sua linha, selantes para junções de estruturas para a parte interna das asas onde ficam os tanques, que necessitam de selantes com grande resistência aos solventes ou ao combustível. Ainda na parte das asas, a PPG produz selantes para as portinhas ovais utilizadas para inspeções. Como elas não podem ficar completamente seladas, existem selantes especialmente feitos para permitir essa posterior abertura. A linha da companhia também é formada por selantes para os cockpits dos aviões, local que tem grande erosão e possibilidade de entrada de umidade com a chuva. As antenas, por sua vez, precisam de um selante específico que permita a passagem de corrente elétrica. “A exigência da indústria aeroespacial é, principalmente, por selantes que acompanham a flexão e a torção das asas”, analisa.

Cura rápida
Existem aviões que voam desde a época da Segunda Guerra Mundial com os selantes aplicados na fábrica. “Dependendo de como foram aplicados, esses selantes duram muito tempo”, explica Weiss. Mas as aeronaves passam por inspeções constantes e pode haver a necessidade de reaplicar algum selante e a PPG também fornece selantes para manutenção.

Uma aeronave parada por muito tempo custa muito para a companhia. Weiss calcula: “Se uma aeronave que voa por volta de 14 a 16 horas por dia fazendo a ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, com 180 passageiros a R$ 500 cada, tem-se a noção de quanto a companhia perde de receita se a aeronave ficar parada por muito tempo esperando um trabalho de manutenção.” Por isso, a tendência é a criação de produtos com cura mais rápida. “Os selantes que vendemos para montadoras têm curas de 24 ou 36 horas, e os de cura rápida têm curas de três a cinco horas”, enumera Weiss.

Uma importante característica que empresas como Boeing, Airbus e Embraer procuram é redução de peso das aeronaves. Por isso, a PPG tem investido em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para produzir selantes com densidades cada vez menores. Antigamente, as densidades ficavam entre 1,8 a uma média de 1,65 g/cm². “Hoje, temos aditivos que ajudam na diminuição das densidades”, conta Weiss. De acordo com ele, hoje as densidades estão próximas de 1g/cm² ou 1,5 g/cm², o que resulta numa redução de dois a três quilos, número bem significativo no peso final de um avião. “Numa aeronave que voa cerca de cinco mil horas por ano, esse processo gera inclusive uma redução no consumo de combustível”, comenta.

 
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