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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
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Embalagens no palco principal

 

Os mercados gráfico e de embalagens são tradicionais usuários de adesivos e colas. Por isso, ganha importância a realização, em março, da 1ª Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística. Durante o evento, empresas de todos os setores ligados direta e indiretamente ao mundo da embalagem, terão oportunidade de apresentar seus lançamentos e serviços.

 

Entre os dias 10 e 14 de março o Parque de Exposições do Anhembi recebe a 1ª Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Na realidade trata-se da exibição de cinco feiras em um único espaço: Feira Internacional da Embalagem (Brasilpack), Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica (Fiepag), Feira Internacional de Flexografia (Flexo latino América), Feira dos convertedores e agências de design e desenvolvimento de embalagens (Salão Embala) e a Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital (Brasil Screen & Digital Show).

Com expectativa de atrair cerca de mil expositores, 26 países e aproximadamente 45 mil visitantes de 30 países, a semana da impressão tem por objetivo constituir um evento com as principais cadeias produtivas desses setores e, ao mesmo tempo, realinhar sua data ao calendário internacional de grandes eventos do ramo.

De acordo com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, diante das novas necessidades de mercado, esse evento garante às feiras que integram a Semana mais competitividade, além de colocá-las em sintonia com a nova realidade de mercado. O motivo para isso seria a sinergia e a soma de forças para atrair e conquistar novos compradores, assegurando aos expositores novas alternativas de crescimento.

A Semana Internacional se beneficiará da parceria entre a Alcantara Machado, e a Reed Exhibitions, promotora de feiras de negócios com mais de 460 feiras internacionais, em 34 países. Com a fusão, a nova empresa, Reed Exhibitions Alcantara Machado, procura aperfeiçoar a qualidade dos serviços prestados no evento aos diferentes públicos e estipular uma política de marketing mais agressiva nos mercados nacional e internacional para, com isso, atrair mais expositores e visitantes-compradores de praças estratégicas.

Fiepag e Brasil Screen & Digital Show
O setor gráfico brasileiro ocupa posição de destaque no mercado internacional. Um estudo recente da Primir-NPES coloca o país entre os dez maiores mercados gráficos do mundo, com enorme potencial de crescimento no médio prazo, ao lado de China, Índia, México, Indonésia, Rússia, Polônia, Turquia e Ucrânia. Dados da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) indicam que o setor gráfico brasileiro registrou uma receita de vendas de R$ 16,2 bilhões em 2006. A entidade projeta um crescimento de 4% a 4,5% para esse ano, chegando à marca de R$ 17,1 bilhões. Depois de atingir crescimento recorde em 2006, a balança comercial de produtos gráficos registra queda nos seis primeiros meses de 2007. O motivo é um aumento de 41% nas importações brasileiras, que passaram de US$ 89,64 milhões no período anterior para US$ 126,39 milhões no semestre analisado. Com isso, o saldo da balança comercial passa de US$ 55,96 milhões para US$ 22,59 milhões. Os dados são do Decon (Departamento de Estudos Econômicos) da Abigraf, baseados no SECEX-Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e do Desenvolvimento.

Nesse cenário, a Fiepag, realizada desde 1967, reflete o desenvolvimento e o dinamismo da indústria gráfica na América Latina, além de se posicionar como a importante e forte marca de feira do setor. A edição anterior do evento atraiu 612 expositores, de 29 países, e recebeu público de 52.431, entre compradores e profissionais do setor de 39 países. Na Fiepag 2008, o público visitante/comprador poderá encontrar máquinas, equipamentos, matérias-primas, insumos e serviços para gráficas de grande, médio ou pequeno portes, adequados à realidade dos mercados brasileiro e latino-americano. A feira tem o apoio de entidades setoriais brasileiras e internacionais, como a Abigraf e Abimaq, além de ser a feira oficial da Conlatingraf, principal entidade do ramo na América Latina. Congrega os setores de hardware e software, design, pré-impressão, impressão digital, offset, etiquetas, rotogravura, acabamento, conversão, papel, material, acessórios e serviços, entre outros. Seu público alvo são empresários, compradores, comerciantes, profissionais do setor e estudantes.

O projeto Brasil Screen & Digital Show visa suprir a crescente demanda de mercado no País, apresentando os principais avanços tecnológicos do segmento de máquinas, equipamentos e produtos para as áreas de serigrafia, impressão digital de grandes formatos, sinalização, acabamento gráfico, agências de propaganda, brindes, indústria de eletrônicos, arquitetura e decoração, confecções, estamparias, indústria de caçados, adesivos e etiquetas, embalagens, vernizes especiais, entre outros.

A feira tem a pretensão de atingir os setores de hardware e software, agências de publicidade; máquinas e equipamentos para impressão serigráfica, impressão digital de grandes formatos, sinalização e circuitos impressos, adesivos, etiquetas e brindes, assim como os segmentos de materiais promocionais de ponto-de-venda, fornecedores de serviços, produtos e insumos, entre outros.

Brasilpack e Salão Embala
O Brasil já é considerado um importante centro de produção, consumo e exportação de embalagens inovadoras. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a indústria nacional de embalagens dobrou de tamanho nos últimos quatro anos. Apesar do consumo atual ainda ser considerado baixo, quando comparado com economias do mesmo porte, o País apresenta enorme potencial de crescimento.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o setor apresenta a maior taxa de crescimento trimestral desde agosto de 2004, 2,47% nos meses de abril, maio e junho, com estimativa de alcançar faturamento da ordem de R$ 31,5 bilhões em 2007, o que representa aproximadamente 1,5% do PIB nacional. Para 2008, a entidade calcula um incremento de 1,8% na produção interna de embalagens.

No primeiro semestre de 2007, as exportações somaram US$ 229 milhões, com crescimento de 40,65% em relação ao ano anterior, enquanto as importações tiveram um aumento de 25,98% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 159 milhões.

Neste cenário as vendas de máquinas para indústria de artigos plásticos apresentam crescimento de 0,5%. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o faturamento acumulado até o mês de julho desse ano atingiu R$ 33,9 bilhões, 10,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Aproveitando esse aquecimento, a Brasilpack lança sua sexta edição com a intenção de ser importante gerador de negócios para o setor. A feira é considerada hoje o principal evento especializado na indústria de embalagens dentro do Hemisfério Sul. Na edição passada, a feira recebeu 35 mil visitantes, dos quais 922 estrangeiros de 39 países.

No espaço estarão reunidas empresas fornecedoras de máquinas, equipamentos e sistemas para processamento, embalagem e envase; materiais para embalagem (metal, plástico, vidro e papel); acessórios e insumos para embalagem; máquinas e equipamentos para embalagem e sistemas de reciclagem; instrumentação, controle e sistemas; logística; materiais de pontos-de-venda; entre outros.

Flexo Latino América
Versátil e produtiva, a flexografia se destaca ainda pela qualidade da impressão. Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Flexografia (Abflexo/FTA-Brasil) apontam que o setor nacional avançou de 8% para 10% nos três últimos anos. Em 2005, faturou R$ 10,5 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões correspondem ao mercado de embalagens flexíveis; R$ 1,2 bilhão ao de papel, cartão e cartolina; R$ 3,4 bilhões, papel ondulado; e R$ 1,9 bilhão de etiquetas e rótulos. Dados ainda não consolidados indicam crescimento de cerca de 5% em 2007. A impressão flexográfica é muito produtiva tanto para baixas quanto para altas tiragens. Característica que favorece a mudança rápida do layout das embalagens, uma das estratégias adotadas pelos departamentos de marketing, principalmente na indústria alimentícia.

Especialistas observam também o aumento da procura por máquinas de seis a oito cores, embora as impressoras quatro cores ainda representem o maior volume do mercado brasileiro. Estudo apresentado pela FTA Japão (Flexographic Technical Association), demonstra que as expectativas de crescimento são muito favoráveis para a flexografia mundial até 2009. Segundo a entidade, a maior evolução nos dez anos da pesquisa deverá ocorrer na China: o mercado chinês cresceu 177% no segmento de papelão ondulado de 1999 até 2004, e tem projeção para crescer 250% até 2009; no segmento de embalagem flexível. A projeção alcança 800% de alta até 2009. O mercado global de flexografia está geograficamente distribuído entre Estados Unidos e Canadá, com 45% de participação; Europa com 30%; Ásia e Oceania com 15%; e América Latina e México com 10%. Segundo a FTA Japão, por segmento, cerca de 50% da impressão flexográfica vem do papelão ondulado (corrugado), seguido por embalagem flexível, depois por rótulos e etiquetas e outros como papel, cartão, envelope, sacolas. De acordo com a Abflexo/FTA Brasil, existem 1.750 empresas instaladas no Brasil, sendo 1.500 convertedores, 100 fabricantes de periféricos e 17 de máquinas impressoras, além de 120 clicherias.

Na Flexo Latino América, empresários, compradores e grupos de interesse, podem ter um vislumbre de toda a cadeia produtiva da flexografia, desde a área de pré-impressão, como designers, clicherias, passando pelos insumos, máquinas e equipamentos de acabamento, acessórios, substratos até o produto final.

Conseqüência da parceria entre a Abflexo e a Alcantara Machado, a feira já nasceu, em 2006, como uma das mais importantes do setor flexográfico da América Latina, pois reuniu expositores e visitantes da Europa, Estados Unidos, Ásia e de todo o Hemisfério Sul, superando as expectativas de público e de negócios encaminhados e realizados.

Entre os expositores, o público poderá entrar em contato com empresas de pré-impressão; clicherias; fabricantes de fotopolímeros, máquinas e equipamentos para clicherias, softwares, hardwares, designers etc; e conhecer as novidades em máquinas impressoras de banda larga, banda estreita e papelão ondulado; equipamentos de controle, acessórios e periféricos; substratos como papéis, chapas de papelão ondulado, flexíveis, auto-adesivos, entre outros; e insumos (tintas, vernizes, solventes, adesivos, produtos químicos etc).

Novidades
Para auxiliar o público visitante, a revista Adesivos & Selantes destaca abaixo algumas das principais novidades e produtos que o mercado de embalagens, impressão e de flexografia poderão encontrar durante a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística.

Adere
A empresa é pioneira no Brasil a produzir a fita adesiva dupla-face de espuma para impressão flexográfica. Em baixa, média e alta densidade, o produto se adequa a trabalhos de policromia (retícula), traço e chapado.

A Adere também coloca no mercado a fita dupla-face para selamento de sacos BT212, utilizada no selamento das abas de sacos plásticos, além de seu portfólio habitual, formado por fitas dupla-face de espuma para fixação e dupla-face de papel, fita multiuso, fitas de polipropileno, isolante, veda rosca, kraft entre outras.

Outros destaques da empresa são: a dupla-face de papel crepe 475 e a fita crepe automotiva 419.

Coverflex
O grande destaque da empresa na feira são as máquinas totalmente automáticas, sem similar no Brasil, e que produzem o dobro de uma maquina convencional.

A Coverflex garante que, com a produção maior das máquinas, as empresas conseguem produzir em dobro com o mesmo consumo de energia, além do que, com a automação, ganham qualidade melhor no trabalho realizado, com menos funcionários.

A maquina “Amiga” tem alimentação automática, ajuste ao tamanho do papel direto no painel (menos perda de material) e separação automática do material laminado.

DuPont
Durante a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008, a DuPont expõe sua nova linha de aparelhos de gravação térmica. “Este evento promete ser muito forte. Será uma ótima oportunidade para estreitar relacionamentos, fazer contatos, conhecer a concorrência e ampliar conhecimento. A Flexo Latino América está mais focada e bem dividida”, diz Tatiana Sanchez Abib, gerente da companhia.

Etirama
A empresa apresenta na Brasilpack 2008 a Flexo Wine e a nova Stamp Foil, máquinas com novas configurações para atender o mercado flexográfico. Para comemorar os resultados das vendas da Flexo Wine, o estande da empresa será palco, no dia 12 de maio, da entrega do Prêmio Internacional de Qualidade Flexo Wine.

Nilpeter
A Nilpeter expõe a impressora flexográfica de banda estreita FBR 2500 com largura máxima de impressão de 273 mm (10 ¾ ”), primeira máquina produzida no País pela empresa dinamarquesa. Fabricada em Ribeirão Preto (SP), oferece o máximo de eficiência e valor agregado em impressão, com controles simplificados e alta produtividade. Baseada na tecnologia modular flexográfica, pode ser combinada com unidades de serigrafia rotativa, aplicação de hot e cold stamping, tendo como base normalmente oito unidades de impressão flexo. Sua velocidade máxima é de 228 metros/minuto, o que a torna a mais rápida e de maior produtividade do mercado no segmento de banda estreita. É considerada a mais moderna impressora flexo de banda estreita fabricada no Brasil.

Além da FBR 2500, a Nilpeter do Brasil apresentará a máquina para inspeção, corte, revisão e rebobinamento Rotoflex VSI-330 e o sistema de inspeção Alis.

A Nilpeter é líder do ranking no mercado de impressoras flexográficas banda estreita em número de máquinas instaladas no mundo. Entre os modelos disponíveis estão: Nilpeter FBR 2500, FB 2500/FB 3300/FB 4200, Nilpeter FA e a Nilpeter MO. Todas estas máquinas, apesar de serem flexográficas, podem ser combinadas com serigrafia, hot stamping, cold foil e, no caso da impressora FA e MO, também com rotogravura.

SteelServ
A empresa apresenta na Brasilpack 2008 as novas linhas de fitas adesivas dupla-face para flexografia: “Duploflex Ultra” e “Duploflex Select”, fabricadas pela Lohmann, para utilização em máquinas flexográficas de alta velocidade. Desenvolvidos para atingir maior longevidade, performance e fidelidade de reprodução das imagens, os equipamentos acompanham as tendências introduzidas recentemente no mercado internacional.

 
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