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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
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Sumário

Versáteis e vorazes

 

Tendo as indústrias de higiênicos descartáveis e gráfica como as maiores consumidoras, os adesivos PSA conquistam maior participação no mercado.

 
Fábio Sabbag
 

PSATendo como principais consumidores as indústrias de produtos descartáveis higiênicos e gráfica, os adesivos sensíveis à pressão crescem significativamente no mercado brasileiro. A própria evolução tecnológica da indústria gráfica e o respeitável aumento no consumo de produtos descartáveis higiênicos contribuem vigorosamente para o sucesso dos adesivos PSA.

Conforme Ridnei Brenna, gerente de desenvolvimento de negócios - SPAG da National Starch, os adesivos PSA são utilizados na fabricação e adesivação de produtos voltados a diversos tipos de indústria e aplicações como industriais, médicas, alimentícias, gráficas, automobilística e calçadista e também nas áreas de comunicação visual, vestuário, higiene pessoal, entre outras. “Normalmente as três tecnologias de adesivos PSA - base água, solvente e hot melt - são utilizadas na fabricação de etiquetas, rótulos, fitas e filmes para as mais diversas aplicações industriais e mecânicas, adesivação de autopeças, adesivação de peças voltadas à área gráfica e adesivação de peças para calçados. Acredito que um dos maiores consumos de adesivos PSA no Brasil é relacionado à tecnologia base água para adesivação de etiquetas de papel. Entretanto, os maiores consumos de adesivos PSA são relacionados ainda à tecnologia base solvente, embora em declínio no nosso País”, acrescenta Brenna.

Já na opinião de Sérgio Breviglieri, gerente de venda da Henkel, os adesivos sensíveis à pressão têm aumentado significativamente sua participação no mercado brasileiro. Afinal, eles possuem uma pega constante e permanente, diferentemente dos adesivos base água. Além disso, a indústria de fraldas tem apresentado crescimento orgânico significativo. No Brasil, a Henkel produz esses adesivos e, por isso, tem o diferencial de logística e agilidade na entrega. As equipes de venda e técnica da Henkel dão o suporte necessário em todo o processo produtivo de todos os clientes. Existe um especialista para cada mercado consumidor nas principais capitais do Brasil. Nos mercados menores, temos revendedores”, fala Bleviglieri.

Brenda Rangel, gerente de marketing de adesivos na região latino-americana da Rohm and Haas, defende que as principais aplicações para PSAs no mercado estão voltadas ao mercado de fitas adesivas e de etiquetas auto-adesivas. “O mercado gráfico é um dos maiores segmentos devido ao aumento do uso do PVC auto-adesivo”, aponta. Cláudio Areias, diretor América Latina, e Veruschka de Castro, gerente América do Sul, ambos da Cytec falam que a área gráfica, incluindo comunicação visual, médica e fitas adesivas industriais são as maiores consumidoras de PSA. “O número de produtos finais onde o PSA é utilizado na área gráfica é muito maior quando comparado com a área médica e fitas adesivas industriais. Além disso, no segmento médico e industrial, na maioria das vezes, é necessário um adesivo PSA com requisitos técnicos específicos, o que não é uma regra geral no segmento gráfico”, dizem.

O consumo ideal
Parece lugar-comum, mas toda vez que determinado produto eleva participação no mercado brasileiro sempre falta um algo a mais para a perfeição. Mesmo numa ascendente, os adesivos PSAs estão muito abaixo se comparados com níveis de consumo estabelecidos na Europa, Ásia e Estados Unidos. “Não alcançamos o ideal aqui no Brasil ainda. Vemos ainda muitas aplicações do tipo wet glue no Brasil e o adesivo PSA poderia crescer mais. Na verdade, a taxa de crescimento prevista para os PSAs está por volta de 11%, enquanto que a de wet glue é de 4%”, fala Brenda.

Brenna acredita que o mercado brasileiro de adesivos PSAs seja de US$ 130 milhões/ano, sem considerar os adesivos relacionados ao mercado de descartáveis higiênicos - que a National Starch considera como outro segmento de mercado. “Esse mercado de US$ 130 milhões/ano é dividido em US$ 40 milhões/ano (WBPSA), US$ 60 milhões/ano (SBPSA) e US$ 30 milhões/ano (HMPSA). Entendemos que o mercado está mais propenso a substituir novas tecnologias base solvente por adesivos base água e hot melts. Acreditamos que o mercado brasileiro para adesivo PSA também esteja crescendo, além do crescimento vegetativo, em virtude dos desenvolvimentos de produtos locais que utlizam os adesivos de tecnologia PSA, porém ainda longe do que se poderia considerar como ideal”, explica o gerente de desenvolvimento de negócios - SPAG da National Starch.

Extrair a máxima performance
É sabido que o tack de hot melt PSA pode comprometer ou alterar o resultado final do produto aplicado. Ao imaginar uma linha de produção de peças gráficas e a rapidez com que fraldas saem prontas das máquinas dá para imaginar o tamanho do prejuízo que determinado adesivo mal aplicado pode acarretar. É justamente por isso que os fabricantes de adesivos se preocupam até mesmo com o momento da aplicação. “O tack do hot melt sensível à pressão pode comprometer o resultado final. Se o tack for fraco a adesão será fraca. A Henkel possui os testes de creep feitos nos elásticos das fraldas para saber se eles atendem às especificações. O segundo teste, chamado peel, serve para medir a força de adesão entre o filme de poliutileno e o filme de não tecido, tanto em fraldas como em absorventes. Esses testes são feitos na Henkel com amostras de produtos de clientes para conferir a performance do tack. A Henkel também tem a patente da tecnologia pro control, que permite calcular a quantidade gasta de adesivos na própria linha de produção do cliente. Assim, diminui-se a espera pela análise laboratorial e, se necessário, a mudança da quantidade de adesivo acontece no local. Com esse controle é possível saber quantos miligramas de cola estão sendo usados num determinado instante”, explica o gerente de vendas da Henkel.

De acordo com Brenna, há três parâmetros para avaliação de performance do adesivo PSA: loop-tack, peel adhesion e static shear. “Esses parâmetros balizam o desenvolvimento de uma nova formulação de um adesivo PSA para determinada aplicação, assim como são referências quando na indicação de um adesivo para uma determinada aplicação. Os três parâmetros, quando bem avaliados após o entendimento da aplicação proposta, determinarão o sucesso do produto adesivado, sejam quais forem os substratos e condições a serem superadas”, detalha.

A Cytec produz adesivos acrílicos PSA base solvente e base água e não trabalha com adesivos hot melt. Brenda, da Rohm and Haas, também avisa que não tem adesivos hot melt em sua linha de produtos.

Fatores que afetam o desempenho
Toda indicação precisa ser detalhadamente estudada. Não é à toa que há diferentes tipos de adesivos que são indicados de acordo com a necessidade da indústria. Com a ‘família’ PSA não é diferente. Muitos fatores podem influenciar o resultado de um adesivo PSA, tais como a gramatura aplicada, o tratamento e qualidade do substrato, as condições de secagem do adesivo, umidade e temperatura, condições e modo de aplicação do adesivo, entre outros”, avisa Brenda.

É necessário, além de saber para qual finalidade o adesivo será aplicado, utilizar o equipamento de aplicação ideal. “A indicação de um adesivo PSA deverá ser feita após a análise de fatores como sistemas de aplicação do adesivo, equipamentos e máquinas que fabricam o produto a ser adesivado, condições da fábrica, substratos a serem adesivados e colados, condições às quais os produtos adesivados serão submetidos, o custo da adesivação e outras informações importantes e normalmente não consideradas quando na indicação de um produto”, diz Brenna.

Características físico-químicas, tack e temperatura de aplicação também não podem ser esquecidas. “A viscosidade, por exemplo, afeta a quantidade de adesivo aplicada e na adesão final do produto. Se há uma viscosidade alta e pressão baixa , ocorrerão variações na sua aplicação. Se houver excesso de tack, haverá o comprometimento dos insumos que compõem a fralda ou o absorvente. Nesse caso, o filme de poliutileno pode furar. Outro fator é a temperatura. Em alguns casos, os filmes de poliutileno utilizados em absorventes podem ser afetados pela alta temperatura de aplicação. Portanto é necessária a aplicação de adesivos para baixa temperatura e a Henkel possui essa solução“, avisa o gerente de vendas.

Embalagens em alta
Comprovadamente a indústria brasileira de embalagens é um segmento que cresce vigorosamente. Inovações e novas tecnologias são introduzidas quase que diariamente pelos profissionais que atuam nesse setor. Evidentemente que quando um cresce (embalagem) o outro (adesivo) também aumenta seu volume de aplicação. “O adesivo PSA se destina com propriedades a aplicações removíveis, reposicionáveis, de baixas temperaturas, alto tack, no label look e em substratos de difícil colagem. Trabalha muito bem, também, sob regimes de alta velocidade e produtividade. A indústria de embalagens encara a competitividade de seu mercado por meio de inovações de materiais, criatividade e sofisticação criando um cenário, sob a ótica dos produtores de adesivos PSAs, de constante desenvolvimento tecnológico, levando-se em consideração não somente os substratos difíceis de colar como os sistemas e equipamentos de alta performance nos quais os adesivos são aplicados”, analisa Brenna.

Segundo ele, existem tipos de embalagens que não necessitam diretamente de adesivo PSA. “Por exemplo, as embalagens flexíveis. Por outro lado, as embalagens de caixas de papelão têm direta relação com o crescimento das fitas adesivas e etiquetas auto-adesivas. Sendo assim, quanto mais caixas de papelão tenham que ser fechadas e identificadas mais adesivos serão consumidos.”

Areias e Veruschka percebem que o crescimento (no consumo de adesivos) não acontece numa proporcionalidade direta ao crescimento da indústria de embalagens, pois o custo ainda é um fator determinante. “A Cytec possui adesivos de alta performance que podem ser aplicados nas mais variadas condições e uma equipe técnica especializada que auxilia o cliente no momento da escolha do adesivo PSA”, dizem.

 
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