Na vida, muitos ciclos são fases e nem tudo é imutável. Desde o Pré I, II e III, tenho contato com um tipo de substância química colante, que antigamente, em razão da minha ignorância e pouca idade para absorver conhecimento, chamava-a de cola. Hoje, ao escrever para Adesivos&Selantes, descobri que dentro daquele tubo há várias empresas formuladoras, diversas matérias-primas especiais e investimento financeiro que busca novas tecnologias.
Evidentemente que era bem mais fácil abrir o tubo e colar os presentes que fazia para meus pais nas respectivas datas comemorativas. Geralmente meu pai ganhava um porta-lápis revestido de prendedores de roupa colados com cola branca, logicamente. Já para minha mãe, quando não fazia o famoso caderno de receitas - com capa e contracapa coladas com desenhos assustadores feitos por mim mesmo -, o presente era um porta-jóias de cartolina, sustentado pela nossa companheira: o tubo de cola branca. Confesso também que muitas vezes apertei vorazmente todo o conteúdo sob uma superfície plana, apliquei tinta de caneta e deixei secar para brincar com a tira colorida. Coisas de criança; atire a primeira pedra quem nunca fez algo semelhante.
Agora o negócio é diferente. Em pleno exercício da profissão, entrevistei alguns dos grandes “players” produtores da cola branca. Expandi minha mente para entender que aquele tubo companheiro de aventuras na época da escola também é largamente empregado nas indústrias madeireira e moveleira. Aliás, são os segmentos que mais consomem o precioso e viscoso líquido branco.
Logo após, busquei os fabricantes de adesivos PSA. Antes de falar um pouco desse tipo de cola, quero lembrar que todos nós já tivemos contato direto com ele, mesmo antes de andar e falar. Isso porque o PSA é usado na indústria de higiênicos e descartáveis. O momento é favorável para o aumento do consumo desse tipo de adesivo; em 2007, a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos obteve faturamento de R$ 20 bilhões e vem acumulando, durante longos anos, um crescimento médio de 11%.
Para completar, conheça o novo laboratório da Bayer, os lançamentos da Unifix e a responsabilidade ambiental - inserida na linha de produtos - desenvolvida pela Adespec. A Coim, nesta edição, está na vinheta Indústria em Destaque, pois completa uma década de atuação nos mercados de PU e adesivos. A revista ainda aborda quais são os planos da Bluestar Silicones após comprar mundialmente a divisão Rhodia Silicones. Querem mais? Vamos lá: na área do Bate-papo você conhece como a Pidilite, grupo químico de origem indiana, adquiriu a Pulvitec. É uma compra que vale a pena conhecer, pois a Pidilite só concretizou a operação após passar três anos estudando o mercado brasileiro de colas, adesivos e selantes.
Por fim, confesso novamente, comprei vários tubos de cola branca para meu sobrinho usar onde for preciso. Além de colar inúmeras tarefas incentivadas por sua escolinha, ensinarei a ele também que é muito legal colocar numa régua grande um fio de cola, pintar com várias cores e esperar secar para depois brincar com o ‘elástico’ colorido. Quanto ao uso industrial, será um segredo que só revelarei depois de ele completar 20 anos. Por enquanto, deixo com os adultos a seriedade e o comprometimento com a evolução do mercado. |