Após concretizar o processo de aquisição mundial da divisão Rhodia Silicones, no início do ano, a China National Bluestar Corporation - maior fabricante chinês de monômero de silicone orgânico e sexta maior do mundo -, comprovou a capacidade de crescimento que o mercado de silicones proporciona. A transação, que criou a Bluestar Silicones, nasce com objetivo avassalador: assegurar presença entre as três líderes mundiais do mercado de silicones até 2010.
Mesmo jovem, a companhia acumula experiência de mais de 20 anos da Rhodia Silicones e absorve as mais avançadas tecnologias desenvolvidas e consagradas pelo grupo chinês. “O mercado brasileiro de silicones cresce mais que todos os outros, perdendo apenas para o chinês. Comparando com Estados Unidos, Europa e Ásia, o mercado de silicones, no Brasil, ainda é pequeno, mas, por outro lado, apresenta taxas de crescimento maiores do que nos países desenvolvidos”, explica Gabriela Aguiar, gerente de mercado da Bluestar Silicones.
Diferentemente do que acontece quando grandes grupos adquirem novas empresas, todos os colaboradores da Rhodia Silicones foram incorporados à Bluestar Silicones. Na prática, os dois negócios serão progressivamente integrados em uma única operação. A subsidiária da Bluestar Silicones no Brasil ocupa posição estratégica na América Latina e ganha foco no mercado de silicones. A fábrica da empresa, localizada em Santo André, São Paulo, é responsável pela produção local de algumas especialidades que atendem o mercado têxtil, automotivo, construção civil, linha branca entre outros.
A companhia atua nos segmentos petroquímicos, limpeza industrial, membranas e tratamento de água, fabricação de equipamentos químicos e aditivos para nutrientes animais. Com sede em Lyon, na França, a Bluestar Silicones está presente no Brasil com 50 colaboradores diretos.
Mercados e suas aplicações
De forma geral, no Brasil, a Bluestar Silicones realiza o processo final da produção de silicone. Grandes investimentos, geralmente, são feitos fora do País. “A Bluestar está construindo uma fábrica de pré-polímeros para mandar para cá e depois fazermos o produto customizado para o mercado brasileiro. São mais de 400 milhões de euros injetados nessa fábrica, que ficará pronta em 2010. Outra novidade é que montamos o laboratório próprio, pois antes era integrado ao da Rhodia. Temos a preocupação de customizar os produtos, que, muitas vezes, são feitos fora do Brasil”, conta Gabriela.
Ainda de acordo com a gerente de mercado, o silicone é um produto em evidência em vários segmentos de mercado. Os grandes mercados de atuação da companhia chinesa são o têxtil, construção civil, energia elétrica e automotivo. “Outro grande mercado que olhamos fortemente é o de cosméticos. Toda fórmula de xampu, por exemplo, usa silicone”, ilustra Gabriela.
Outro mercado explorado é construção civil. “Sem dúvida, neste ano já começamos a sentir os efeitos do PAC, ainda que ele não tenha deslanchado completamente na construção civil”, acrescenta Gabriela, completando que o Rhodiastic é o único produto que chega direto no consumidor final.
O mercado automotivo também é foco. “O uso do silicone no mercado automotivo cresce porque borrachas de silicone são usadas principalmente em peças do motor. O silicone suporta altas temperaturas. Quanto mais potentes e mais leves os carros ficam, maior é a substituição de tecnologias. Além disso, o mercado automotivo brasileiro cresceu muito e as perspectivas para os dois próximos anos são otimistas”, fala a gerente de mercado.
Por último, e não menos importante, a Bluestar Silicones finca presença na área de auto-adesivos. “Teremos atuação forte e tecnologia de ponta para atender esse mercado tecnicamente”, finaliza Gabriela. |