O
Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), anunciado pelo governo Lula, no início
do ano, trouxe expectativas otimistas ao setor da
construção civil. Até 2010,
os investimentos, na construção civil
e infra-estrutura, irão superar a casa dos
R$ 110 bilhões. Naturalmente, a liberação
de expressivo volume de recursos trouxe enorme euforia
e, pelo menos, demonstra esforço do Estado
em resgatar seu papel de indutor de crescimento.
A
construção civil brasileira e seus
números já vinham
crescendo há três anos. Espera-se que
o PAC movimente, na realidade, mais de R$ 500 bilhões
em diversos setores da economia nos próximos
quatro anos, sendo R$ 40,8 bilhões em habitação
de interesse social e R$ 67,2 bilhões em programas
para o mercado imobiliário.
Acredita-se ainda que o setor feche 2007 com um crescimento
superior aos 4,9% previstos pelo Sindicato da Indústria
da Construção Civil
de São Paulo (SindusCon). Há estudos
que defendem um crescimento de cerca de 6% para o
Produto Interno Bruto (PIB).
Já a
Fundação
Getúlio Vargas Projetos desenha, baseada
em estudos, um cenário ainda mais animador.
A construção
civil, segundo a FGV, pode crescer até 8,6%
caso a taxa de investimentos passe dos atuais 20,6%
para 22% do PIB. Caso o PAC alcance as metas desejadas,
o mérito, obrigatoriamente, terá que
ser dividido com os empresários
do setor.
A
ducha de água fria é que
no balanço dos cem dias do PAC,
anunciado no dia 7 de maio, no Planalto, o governo
tentou minimizar dois fatos: há dificuldades
no andamento de pelo menos 30% das obras previstas
no programa e que apenas duas das nove medidas provisórias
foram aprovadas pelo Congresso. O botão, defensor
do crescimento de 4,5% em 2007, está apertado
firmemente pelo governo. Quem (sobre) viver, verá.
Positivismo com cautela
Evidentemente que aqueles que atuam na construção
civil também sentem a onda do setor cada vez
mais caudalosa. “Como sabemos, a construção
civil é o maior multiplicador da economia
e, sem dúvida, o investimento previsto no
PAC criará um número recorde de empregos.
No entanto, grande parte desse investimento será aplicada
em infra-esturura, crescendo o consumo de cimento,
aço e mais alguns insumos básicos,
não afetando tanto o mercado de adesivos e
selantes. O que acredito seja um fator muito importante
para reduzir o déficit habitacional do País
e com isso crescer a venda no nosso setor é a
abertura do sistema financeiro para o financiamento
da casa própria. Hoje já existem planos
de financiamento com prestações fixas
e prazos que podem chegar a mais de 20 anos. Com
isso, indiscutivelmente, muitas famílias podem
realizar o sonho da casa própria. A relação
crédito imobiliário e PIB no Brasil é de
apenas 1,7%, enquanto no México é de
9% e no Chile 13%. Sem falar das economias desenvolvidas,
onde essa relação passa de 50%. Só este
dado mostra o quanto o Brasil tem para crescer”,
argumenta Carlo Sala, diretor presidente da Pulvitec.
Como
canja de galinha e cautela não fazem
mal a ninguém, “a indústria fabricante
de adesivos sente este otimismo, mas com cautela.
As medidas para investimentos em infra-estrutura
e estímulo a crédito pela Caixa Econômica
Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) têm que entrar
em vigor e serem efetivamente postas em prática
e, isto, sabemos que demanda tempo numa política
um tanto burocrática. Olhando desse modo também
as demais medidas de incentivo, como por exemplo
a tão sonhada reforma tributária, a
desoneração das compras de perfis de
aço, que reduzem o IPI de 5% para 0%, Programa
de Incentivo ao Setor de Semicondutores, Programa
de Incentivos ao setor da TV Digital, desoneração
das obras de infra-estrutura e outras medidas, que
talvez não nos atinjam diretamente, podem
exercer o chamado efeito cascata, que termina por
beneficiar a indústria como um todo”,
esmiúça Marcelo Reis, diretor de negócios
da Artecola.
Credibilidade,
como se vê, é ponto
primordial neste setor. “Se o PAC realmente
se efetivar, afetará positivamente vários
setores e nós, fabricantes de adesivos e selantes
para construção civil, não vamos
ficar fora deste otimismo e do impacto causado. O
ponto está na credibilidade do PAC, pois há inúmeras
variáveis como aprovações governamentais,
parcerias com empresas privadas, participação
de vários governos estaduais e legislação.
De maneira geral, sinto que as empresas estão
se preparando e levando em conta um cenário
positivo”, avalia Sonia Rogatto, gerente de
unidade de negócios - distribuição
Sika SA.
Já que
foi anunciado com estardalhaço,
que seja conduzido com entusiasmo ligeiro. “Com
o anúncio do governo federal para o PAC, a
Gymcol Brasil acredita que haverá um crescimento
no setor de construção civil, o que
impulsionará as vendas de materiais para esse
setor e, como conseqüência direta, também
as vendas de adesivos. Porém, analisando os
três primeiros meses do ano, os resultados
não estão acompanhando essa previsão.
Há uma necessidade urgente que o programa
seja implantado rapidamente para diminuir o déficit
de moradias e criar novos postos de trabalho, que
em qualquer parte do mundo é o que impulsiona
o crescimento”, alfineta Marcelo Rios, gerente
comercial da Gymcol do Brasil Adesivos Ltda.
Fernanda
Djanikian, gerente de categoria selantes da Henkel,
analisa que como a empresa possui uma linha específica
de produtos voltados ao mercado de construção
civil, que são
muito utilizados durante o período de uma
obra, reforma ou manutenção e estão
ligados principalmente à fase de revestimento
e acabamento, o incentivo previsto no PAC potencializa
a expectativa de consumo destes produtos no setor. “A
Henkel obteve crescimento de 31% no Brasil no ano
de 2006 e a meta para este ano é um crescimento
de 30%, bem acima do PIB projetado para o setor.
O PAC, sem dúvida, deve dar boa contribuição
para que a empresa atinja esse resultado”,
acrescenta.
Na
visão do presidente da Colamais
Química,
Renato de Toledo Piza, não há sentimento
algum com relação ao PAC, pois o setor
vem pedindo, insistentemente, para que haja um corte
da taxa de juros, facilidades de financiamento e
um reforma tributária efetiva que venha a
diminuir a absurda carga tributária. O presidente
da Colamais vai além: “Enquanto não
forem feitas estas medidas, o setor não vai
acreditar em pacote nenhum do governo. No caso do
segmento de materiais de construção,
iniciativas de redução de carga tributária
já foram feitas, com resultados excelentes
tanto para fornecedores e fabricantes do segmento
quanto para o governo. Qualquer pacote governamental
que não traga benefícios e facilidades
para obtenção de crédito e desoneração
fiscal e tributária não vai ser visto
com otimismo pelo setor”.
Anselmo
Pires, gerente de negócios da Global
World, apresenta uma informação interessante. “Notamos
que os produtos mais direcionados e empreendimentos
populares como silicone acético e neutro estão
sendo consumidos num volume muito maior que os produtos
técnicos como selantes de poliuretano e espumas
expansivas, isso é uma clara indicação
que as obras de apelo popular estão mais intensas
que as obras de maior porte, tanto nas indústrias
como nas comerciais”.
Indicador de crescimento
Para toda indústria há um indicador
de crescimento ou de involução. Na
construção civil, vários são
os indicadores, sendo os adesivos e selantes alguns
dos principais, afinal, ainda não inventaram
obra que não inclua adesivos ou selantes em
sua estrutura. “O consumo de adesivos é proporcional
ao número de obras em andamento, mas dá um
resultado um pouco defasado, já que é utilizado
em fases mais adiantadas da obra”, observa
Alexandre Baumgart, diretor técnico e comercial
da Vedacit/Otto Baumgart. Ivan Batista, gerente de
marketing da Amazonas Quimicam, argumenta que a construção
civil é muito importante para medir como anda
a economia de um país, pois é um setor
que emprega bastante mão-de-obra direta e
indireta e que movimenta diversos setores da economia,
incluído o de adesivos.
O
engenheiro Mauro de Marins, gerente técnico
e vendas da Anchortec, tratando-se de indicadores,
equipara o adesivo ao cimento. “Não
existe uma obra de construção civil
que não consuma algum tipo de adesivo ou selante.
Portanto, o consumo reflete diretamente o volume
de obras existentes”, diz. De acordo com Rubens
Cruz, sócio-diretor da Redelease, para adesivos
e selantes, a construção civil representa
uma fatia de aproximadamente 60% do consumo, sendo
considerado o maior mercado.
Fato é que,
do básico ao acabamento, é possível
encontrar adesivos e selantes numa construção. “Os
adesivos e selantes são produtos cuja utilização
se dá desde o início da obra até a
fase de acabamento. O crescimento da Henkel neste
segmento é superior ao do setor porque o mercado
brasileiro possui um potencial muito grande nesta área
e a empresa está procurando ampliar sua atuação
como, por exemplo, com a aquisição
da Alba no ano passado, e o lançamento de
silicones, espuma expansiva entre outros, neste ano”,
pondera a gerente de categoria selantes da Henkel.
Rios,
da Gymcol, sabe que os adesivos são
importantes na construção civil, principalmente
os de PVC para tubos e conexões. Pires,
da Global World, conclui que quanto mais se comercializa
estes produtos, mais obras estão sendo edificadas
e lembra: “sempre existirá o mercado
de reparos e reformas, mas este não responde
por mais de 20% no caso da construção
civil”.
A
tecnologia que facilita a aplicação
dos produtos é responsável pelo aumento
da sua participação no mercado. “Sem
dúvida os modernos sistemas construtivos aumentaram
o uso de adesivos e selantes simplesmente porque
são mais fáceis de usar e apresentam
um resultado muito superior aos sistemas antigos.
Logo, um maior consumo desses produtos deve ser usado
com reservas para indicar crescimento da construção
civil”, opina Sala, da Pulvitec.
Cabe
aos dois - selantes
e adesivos - estruturar
e juntar muitas partes da construção
civil. “Podemos exemplificar por meio da necessidade
do uso de adesivos estruturais e de selantes para
juntas. Os selantes e adesivos, seja qual for a base
química, têm sido cada vez mais utilizados
na construção civil, não apenas
durante as etapas construtivas, mas também
fortemente e em grande escala nos reparos e reformas
de uma obra”, complementa Sonia, da Sika.
Cultura
ou educação
O passo do gigante leva a construção
civil, em certos momentos, a uma respiração
ofegante. A condição de trabalho precária
e a grande informalidade são constantes dentro
do segmento. Com exceção às
grandes empreiteiras e empresas já consolidadas,
não é incomum deparar-se com operários
sem proteção ideal. Fato que é totalmente
contrário aos ideais da indústria fornecedora
de adesivos e selantes.
Cada
vez mais empresas investem em treinamento e adequação
da sua linha de produtos. Aos adesivos o processo
não é diferente;
para alcançar máxima performance e
perfeita adequação dentro da construção
civil, é necessário seguir algumas ‘leis’ no
momento da aplicação. Transmitir a
cultura da aplicação do adesivo, educando
o operário para o manuseio do produto não é tão
simples assim. “Atendemos um leque de empresas
que em sua maioria contempla construtoras e empresas
constituídas. As construtoras prestam serviços às
indústrias, que têm um alto nível
de exigência, o que nos deixa tranqüilos
para atendê-los mas, mesmo assim, temos consultores
técnicos que orientam sobre a correta aplicação
dos produtos, além da literatura técnica
que respalda o consumidor quanto a qualidade do produto,
segmento de uso e aplicação. Entendemos
que a informação e a conscientização
ainda são as melhores maneiras de sanar ou
ao menos minimizar estes problemas”, menciona
Reis, da Artecola.
Por
não serem os contratantes,
segundo Baumgart, a informalidade foge do controle
dos fornecedores. Mas quando o assunto é aplicação, “procuramos
ao máximo informar os clientes e usuários
sobre as formas corretas da utilização
dos materiais com palestras, visitas técnicas
e mesmo por telefone, utilizando material específico
de divulgação”.
Adesivos
e selantes aplicados de forma errônea
são parecidos com corações sem
aortas ou vice-versa. “De fato, as condições
precárias de trabalho aliadas ao baixo grau
de escolaridade da maioria da mão-de-obra
envolvida é um fator preocupante na performance
e desempenho de adesivos e selantes, pois os mesmos
exigem, na maioria dos casos, dosagens, misturas
e métodos de aplicação bastante
precisos e específicos, sem os quais não
se atinge as reações químicas
necessárias, afetando os resultados finais.
O que fazemos para minimizar estes riscos é a
distribuição farta de informações
básicas, por meio de rótulos numa linguagem
bem acessível ao usuário, utilizando,
também, boletins técnicos completos
e até mesmo treinamento e acompanhamento de
obras específicas”, realça Marins,
da Anchortec.
Batista,
da Amazonas Quimican crê que
condições
ruins de trabalho e informalidade são adjetivos
obsoletos na construção civil. “Hoje
o setor investe muito em treinamentos e equipamentos
de segurança, além de termos uma mão-de-obra
bem qualificada e preparada. Sendo assim, os fornecedores
de adesivos também estão preparados
para este perfil profissional do setor”.
Com
a venda dirigida a atacadistas e distribuidores do
setor, a Colamais dispõe de estrutura de
treinamento e orientação para aplicação. “Da
mesma maneira, nossos materiais de promoção
e comunicação são bem claros,
elucidativos e didáticos. Os rótulos
de nossos produtos contem todas as informações
necessárias, legais e de orientação
para uma correta aplicação e utilização”,
diz o presidente da Colamais Química.
Multinacional
suíça, a Sika, além
dos aspectos comercial, técnico e desempenho,
direciona o olhar ao ambiente. “A Sika no Brasil
já possui seus processos e sistemas certificados
de acordo com as normas ISO 9001 (qualidade), ISO
14001 (ambiente) e OHSAS 18001 (saúde e segurança
do trabalhador). Além disso, tem trabalhado
fortemente com aspectos relacionados à responsabilidade
social. Nossos conceitos e produtos são desenvolvidos
e formulados seguindo padrões internacionais
e que eliminem ou reduzam ao máximo os impactos
negativos no ambiente e para segurança e saúde
humana. Apesar de ser caracterizado como um setor
com más condições de trabalho
e com alto grau de informalidade, a cada dia percebemos
que as construtoras, empreiteiras, revendas e todos
os canais do segmento se preocupam em profissionalizar
as atividades. Há uma preocupação
constante em melhorar as condições
de trabalho por meio de investimentos em treinamentos
e qualificação dos quais, muitas vezes,
participamos como educadores. Assim são beneficiados
fornecedores e indústrias que, como a Sika,
trabalham na formalidade com responsabilidade, seguindo
leis e normas”, garante Sonia.
Ser
integrante de associações também é um
meio de combater a informalidade e as péssimas
condições de trabalho. “Para
lidar com temas que não estão de acordo
com as leis, a empresa faz parte de uma importante
associação do setor, a Abiquim (Associação
Brasileira da Indústria Química). Além
disso, uma boa forma de contribuir é a ênfase
dada pela empresa ao treinamento técnico.
Para isso, a Henkel mantém uma equipe técnica
altamente especializada que diariamente ministra
treinamentos para profissionais do setor em eventos,
universidades ou por meio dos canais de distribuição”,
informa Fernanda.
Por que usar adesivos na construção
civil?
Tudo na vida tem um porquê. Na corporativa,
então, os porquês são bem mais
explorados e, obrigatoriamente, há a necessidade
de serem mais contundentes do que na pessoal. Na
construção civil, os adesivos são
utilizados por conseguirem diminuir custos e trazerem
melhores resultados. “Diminuição
de custos nas obras de construção civil
vem sendo uma preocupação da nossa
empresa. Achamos que os adesivos colaboram diretamente
neste sentido. Por isso, a Gymcol Brasil desenvolveu
dois produtos que ajudam a diminuir o custo consideravelmente.
O adesivo PVC Rápido Gel, que facilita muito
a aplicação, pois vem em forma de gel,
não escorre e elimina o desperdício,
foi desenvolvido para uma secagem rápida sem
a necessidade de esperar 12 horas para o teste de
pressão, que pode ser feito após uma
hora da aplicação do produto. O segundo é a
massa epóxi concêntrica que chamamos
inteligente; ela seca em dez minutos, endurece como
ferro, aderindo fortemente a todos os materiais.
O lançamento foi desenvolvido para facilitar
o uso e o manuseio do produto na hora da colagem,
sendo que os componentes são dispostos numa
só barra. É só cortar e amassar”,
ensina o gerente comercial.
Adesivos
e selantes são
considerados funcionários
da construção civil. Cada produto cumpre
obrigações e tarefas específicas. “Os
adesivos e selantes têm a função
de aderir dois substratos e acompanhar a dilatação
dos mesmos, evitando que haja um rompimento do cordão
aplicado. Os adesivos selantes de PU, por exemplo,
apresentam resistência à tração
dez vezes superior aos adesivos selantes de silicone.
Já os adesivos selantes MS oferecem intensa
proteção contra os raios ultravioletas
e, obviamente, não alteram suas características
mesmo em contato com ambientes externos. Outro beneficio
está relacionado à pintura do cordão: é totalmente
permitida tanto no selante de PU quanto de MS. Quanto à redução
de custo, destaco as embalagens de sachê que
a Redelease produz para a construção
civil, de 400 e 600 ml. Elas proporcionam reduções
de custo em comparação com as bisnagas
de alumínio ou plástico, além
de diminuírem o volume de lixo na obra”,
destaca Cruz.
A
Global World oferece adesivos e selantes. “Muitos
processos foram melhorados, como exemplo a vedação
de vidros das janelas (mastique de vidraceiro), áreas
frias com cerâmica (cimento branco), instalação
de portas e janelas (chumbamento com reboco). Nossos
produtos estão substituindo as tecnologias
antigas por respectivamente silicones acético
e neutro, espuma expansiva que são exemplo
de rapidez e economia na ponta do lápis sem
dúvida. Atualmente vendemos um adesivo (não
selante) chamado U-Bond 305 para colagem de madeiras,
com liberação das peças em apenas
30 minutos e com excelente resistência à umidade
(norma DIN EN204). Este produto é um eficiente
eliminador de pregos e parafusos e da cola branca”,
recomenda Pires.
A
simplicidade do adesivo trouxe rapidez para a construção
civil. “Os adesivos e selantes aumentaram sua
participação nas obras por razões
muito simples: é mais fácil colar que
soldar, rebitar, rosquear e pregar. Basta ver o que
ocorreu com as tubulações de PVC que
hoje, em sua grande maioria são coladas, contra
as antigas tubulações de ferro galvanizado,
que eram rosqueadas, exigindo um tempo enorme
e encarecendo a obra. Se falarmos de selantes, as
vantagens são imensuráveis, pois além
de oferecerem uma garantia maior ao trabalho, eliminaram
uma série de procedimentos dispendiosos e
nem sempre garantidos”, destaca o diretor presidente
da Pulvitec.
Não é estória
em quadrinhos, mas na construção
civil existe vilão
também. “Na construção
civil um dos maiores vilões é o desperdício.
A utilização de adesivos torna a obra
mais limpa e rápida, o que acaba reduzindo
o custo final. É importante, também,
voltar a questão da informação
para que a correta utilização dos produtos
evite desperdícios. A economia nos processos
pode representar cerca de 5% numa obra”, frisa
Reis.
Flexibilidade é outra
vantagem do adesivo. “Os
adesivos são, muitas vezes, utilizados para
substituir fixações mecânicas
rígidas e que não flexibilizam a obra
final. Como os selantes e adesivos podem ter diversas
bases químicas, com diferentes características,
estes podem ser usados para um número cada
vez maior de tipos de aplicação. São
usados ainda em vários substratos; proporcionam
um acabamento mais bonito; facilitam a aplicação;
melhoram a produtividade do processo construtivo;
eliminam riscos na aplicação; reduzem
problemas com segurança e ampliam os níveis
de garantia da aplicação. Quanto à redução
de custos, isso é sempre possível.
Entretanto, depende de cada tipo de processo fabril,
dos tipos de matérias-primas utilizadas, do
nível de importação ou fabricação
local entre outros aspectos. Há ainda o fator
tributário que impacta fortemente o setor”,
salienta Sonia.
A
Anchortec está ciente da
responsabilidade dos adesivos e selantes. “Os
adesivos e selantes são fundamentais em diversas
etapas da construção,
desde a infra-estrutura com a utilização
de adesivos na composição de argamassas
e concretos, até o acabamento com o uso de
selantes em fachadas e esquadrias. Os benefícios
são inúmeros, destacando-se aqui melhora
da coesão entre materiais diversos, diminuição
de porosidades, prolongamento de vida útil,
agilidade e rapidez para soluções específicas,
impermeabilidade e vedação etc. Quanto à redução
de custos, fica difícil sua mensuração,
mas evidentemente os maiores reflexos são
na economia de tempo e confiabilidade dos materiais
e sistemas resultantes”, diz o gerente técnico
e vendas da Anchortec.
Segundo
o gerente de marketing da Amazonas, os adesivos
geram muitas vantagens como aplicação,
rendimento, durabilidade e qualidade. “Os nossos
adesivos são amplamente empregados na regularização
de pisos, reboco de paredes, colagem de tacos e parquetes
entre outros. Como os adesivos possuem um bom rendimento,
a redução nos custos é uma conseqüência.”
Baumgart
expõe sua opinião: “os
adesivos selantes são usados principalmente
para selar ou vedar encontros e união
de materiais diferentes, espaços vazios para
dilatação, frestas ou vãos, que,
na construção civil, chamamos juntas.
Os principais benefícios são impedir
a infiltração de água de chuva pelas juntas
de piso e fachada e, ao mesmo tempo, permitir que
os materiais se movimentem evitando a formação
de trincas e fissuras. Isso ocorre porque o produto é flexível
e impermeável. Visando o aumento no consumo
e viabilização do uso do selante
na construção, lançamos, este ano,
o selante Vedaflex em sachê, uma
nova tecnologia, onde o produto é embalado
a vácuo e deve ser aplicado com uma pistola
especial. Sua embalagem maior e com materiais
com alta tecnologia e custo mais baixo possibilitou
uma redução de custo de cerca de 50%”.
Tecnologias
recentes
Redução de custo, melhor acabamento
e garantia de aplicação ampliada são
vantagens que se transformam em benefícios
rapidamente. A ‘culpa’ é da tecnologia
empregada nas formulações de adesivos
e selantes. “A primeira grande inovação
são os adesivos selantes de
grande elasticidade, que apresentam tecnologia inovadora
Flextec, exclusiva Henkel, que une a qualidade
dos selantes à base
de silicone, dos poliuretanos e dos
polímeros
acrílicos em
um só produto. É multifuncional,
prático
para aplicar, impermeável
e com ótima
resistência a intempéries. Outra grande
novidade é o adesivo de contato Cascola Extra
sem toluol. O toluol é o principal componente
dos adesivos de contato. Esta substância química, quando inalada,
pode causar depressão da atividade do sistema
nervoso central e a dependência química.
A Henkel, preocupada com a
questão de ter produtos da sua linha
sendo utilizados como droga, no último
mês de dezembro iniciou um trabalho, complementado com parte dos lançamentos da
Feicon, de introdução dos adesivos
de contato da marca Cascola sem a presença
do toluol”, informa Fernanda.
Patenteada
pela Sika, a tecnologia Advanced Technology (AT) é um
composto híbrido desenvolvido
para aplicações de alto desempenho,
podendo ser usado na fabricação de
selantes ou adesivos para diversos substratos. “Este
material foi desenvolvido inicialmente para atender
as legislações de saúde, segurança
e meio ambiente de alguns países europeus
que possuem restrição de uso de produtos
químicos considerados perigosos ou que possam
causar algum dano à saúde humana e
ambiente”, divulga Sonia.
Considerado
o segundo mercado mais importante para adesivos
- o primeiro é o
de papel e embalagens -, de acordo com Sala,
a Pulvitec é uma
empresa com atuações bem focadas. “Hoje
existe um grande número de novos produtos
ecologicamente corretos. A Bluestar, fabricante de
silicones que a Pulvite distribui, tem uma linha
completa de silicones base água totalmente
ecológicos, além das suas embalagens,
que hoje são biodegradáveis. Mesmo
a cola de contato, a famosa cola de sapateiro, também
já é encontrada com base água,
embora ainda haja resistência no uso por parte
dos profissionais, mas sem dúvida é o
futuro do produto”, avalia o diretor-presidente.
Tecnologia
e busca por novos produtos nunca cessam. “As
tecnologias estão sempre sendo testadas e
ampliadas. Temos a ampliação da utilização
de Poliuretano nos mais variados setores, ultrapassando
a indústria da construção civil
e migrando, por exemplo, para o vestuário
assim como foi com o silicone. A grande sacada do
mercado da construção civil realmente
está voltada para a consciência ecológica
com produtos isentos de solventes”, aposta
o diretor de negócios da Artecola.
Atuar
de acordo com e necessidade do cliente também
pode ser considerada uma tecnologia, um diferencial. “Dependendo
do volume a ser comercializado, podemos produzir
um adesivo selante na cor que o cliente deseja, ou
seja, atendemos as exigências de arquitetura
relativas ao design na construção civil”,
conta Cruz,da Redelease. Pires, gerente de negócios
da Global World, diz que o adesivo selante U-Seal
903HP é totalmente isento de PVC e solventes. “Entretanto,
apresenta as melhores propriedades possíveis
para juntas de fachadas de pré-moldados com área
de até 20m2. O U-Bond 305 também é isento
de solventes e é muito rápido e econômico
se comparado com outros processos”.
Na
opinião de Rios, da Gymcol, a tendência
da tecnologia tem sido para o desenvolvimento de
novos adesivos à base d’água,
sem o uso de solventes nas formulações
tradicionais. “Também começam
a surgir embalagens ecologicamente corretas, ou seja,
biodegradáveis, tendo assim um impacto muito
menor ao ambiente e também ao ser humano”,
explica. O engenheiro e gerente técnico e
vendas da Anchortec partilha o mesmo raciocínio. “De
uma maneira geral, trabalha-se no sentido de substituir
componentes voláteis e inalantes, visando
a inibição de produtos como agentes
tóxicos. Em particular, nossa linha de adesivos
não possui estes componentes há tempos
e como novidade lançamos o Lokfix One Eco,
um adesivo de ancoragem e fixação de
barras e elementos de ancoragem. Este produto, além
de altíssima performance, segurança
e rapidez de aplicação, é ecologicamente
correto, pois é totalmente isento de estireno”.
A
Amazonas Quimicam desenvolve em sua maioria adesivos à base
de água para a construção civil. “Dentre
eles podemos destacar a Cola Taco, AM 801 (regularização
de pisos); adesivos base solvente AM 467 (para colagem
de carpetes); Contato Extra (colagens de carpetes
em madeira, pisos de concreto e cimento); AM 310
(colagem de pisos vinílicos, laminados de
madeira, tábuas corridas); AM 315 (pisos de
madeira, pisos de borracha, carpete de madeira);
AM 454 T (adesivo transparente para acabamento em
pisos de madeira, carpetes); AM 455 (colagens de
madeiras, carpetes, borrachas); AM 466 e 467 (colagens
de madeiras, carpetes, borrachas)” apresenta
Batista.
O
diretor técnico e comercial da Otto/Baumgart
levanta uma questão diferenciada: ”Nesse
sentido, infelizmente, ainda há muito o que
se desenvolver no Brasil. Primeiramente, quanto a
normas técnicas, manuais de utilização,
manuseio e aplicação do produto. Daí estarmos
trabalhado em conjunto com o Consitra - Consórcio
Setorial de Inovação Tecnológica
em Revestimentos de Argamassa, ligado ao Sinduscon
- Sindicato da Construção. Atualmente,
participamos como fabricantes do “Estudo das
propriedades dos materiais constituintes das juntas
e o estudo da influência do tipo de selante
e outros materiais e seus métodos de aplicação,
no desempenho do revestimento cerâmico e de
argamassa”, e visamos melhorar o nível
de conhecimento do público técnico
sobre este produto e suas aplicações”.
É preciso,
além de investir, ter conhecimento total do
produto. “Existem
novas tecnologias e desconhecimento muito grande
da tecnologia atual do enorme campo de aplicação de adesivos
no segmento de Materiais de Construção.
A utilização de travas químicas
para travamento de superfícies
rosqueadas, a vedação de flanges e
superfícies rosqueadas,
a fixação de superfícies cilíndricas
em eixos e a adesão de montagens é uma
tecnologia de ponta com pouco conhecimento e aplicação
no setor. O uso destes produtos nessas aplicações
traz muitos benefícios e grande redução
de custos. A maior parte dos adesivos é ecologicamente
correta, uma vez que as empresas sérias do
setor seguem normas rígidas e altos padrões
de qualidade, respeitando o ambiente e atuando dentro
das leis ambientais, de saúde e trabalhistas.
A Colamais Química é uma empresa
certificada ISO9001 pela BSI, um dos principais organismos
certificadores do mundo. Além disso, tem todas
as licenças e segue as normas da
Cetesb, Ibama, Ministério do Trabalho e de
outros organismos de relevância.
A empresa está se estruturando para a obtenção
da certificação
ISO 14000”, revela Piza.
Os
produtos dos fornecedores
Anchortec
Além da linha de adesivos e selantes, possui
uma ampla linha de químicos para a construção
civil, como aditivos para concretos, grautes e argamassas
para reparos, impermeabilizantes, tintas industriais
e de proteção de concreto, pisos e
revestimentos industriais.
Artecola
Selantes: mastique de poliuretano, massa acrílica
siliconada, silicone multiuso e neutro, epóxi
semi-rígido, silicone de baixo módulo;
argamassa epóxi; adesivo fixador para chapisco
e argamassa; chumbador químico base epóxi;
espuma expansiva de poliuretano; endurecedor de superfície;
e agente de cura. Impermeabilizantes: tinta betuminosa,
impermeabilizante polimérico, impermeabilizante
acrílico; cola para madeira; hidrofungante;
fibras para concreto; desmoldante; tinta epóxi
com baixo teor de solvente e isenta de solvente;
disco de corte; aplicadores de selante e limitadores
(tarucel).
Colamais
Química
A empresa fabrica adesivos anaeróbicos, adesivos
instantâneos cianoacrilato, colas de borracha,
vedadores químicos, lacres químicos,
lubrificantes, epóxies, silicones, silicones
especiais e especialidades químicas. A Colamais
Química oferece mais de 180 itens fabricados,
sendo os mais conhecidos: adesivo instantâneo
Colamais, silicone Top Sil, Epoximais Barra e Epoximais
Líquido, Lubrifite, Tech Lub, Tech Graf, Multivedante
1004, Veda Roscas CM67, Veda Flanges CM18, reparador
de pneus, detector de fuga de corrente, limpa contatos
elétricos entre outros.
Global World
Adesivos, selantes de silicone, espuma expansiva
de poliuretano, adesivos selantes de silicone -
acético
e neutro -, adesivo de poliuretano e todo
tipo de aplicadores, manuais e pneumáticos
para estes produtos.
Gymcol
A Gymcol dispõe de uma grande linha de produtos
para o mercado de construção civil,
toda linha de adesivos de PVC, PVC rápido
gel, fitas veda rosca de todas as medidas, massa
epóxi concêntrica, espuma de poliuretano,
selante de poliuretano, silicones, adesivo instantâneo,
adesivo epóxi em seringa, pasta lubrificante
para juntas elásticas em tubulações
de PVC, solução limpadora, massa de
calafetar, adesivos de contato, fita repara tudo
autovulcanizável para o reparo de tubulações
de polietileno, metal, PVC rígido e flexível,
aplicadores de silicone e selante de P.U. plástica
e metal e reparador de louça para louças
sanitárias e eletrodomésticos.
Henkel
A Henkel possui uma vasta gama de soluções
em adesivos, selantes e produtos para tratamento
de superfícies. Apenas para citar alguns exemplos
dos adesivos, colas e selantes para consumo e uso
profissional, conta com as linha Cascola, Cascorez,
Sista Flexite e Durepoxi. Os produtos da linha Cascola
são indicados para colar lâminas de
alta pressão, lâminas decorativas, madeira,
compensado, couro, folha de metal, papelão,
tecido, materiais sintéticos sobre bases de
MDF entre outros. Os novos produtos da linha
Cascola são: Cascola Extra sem toluol, Cascola
Monta e Fixa PL500 e Cascola Monta e Fixa PL600.
Pulvitec
A Pulvitec possui uma gerência nacional de
vendas que atua nos mercados de construção
e papeleiro com um portfólio de produtos amplo
para aplicações desde o alicerce até o
acabamento de uma construção, que passam
por adesivos de PVC, pasta lubrificante, fita veda
rosca, anel de vedação, adesivos de
silicones, massa epóxi, massa para calafetar,
espuma de poliuretano, adesivo líquido epóxi,
cola de contato, cola PVA, adesivo instantâneo,
adesivo vedante para alta temperatura, etc. No segmento
industrial desenvolve adesivos para aplicações
distintas que variam de acordo com o segmento de
aplicação. Atua também com foco
na terceirização de produção
e desenvolvimento para indústrias que tenham
necessidade de ampliar sua gama de atuação.
Por último, conta com uma gerência voltada
para o mercado de exportação, que busca
a continuidade ao atendimento dos clientes já tradicionais,
bem como o desenvolvimento de novos parceiros e mercados
para que possa ampliar sua força. A Pulvitec
está presente no mercado com marcas como Polytubes,
Polyepox, Polystic, Polyfort, Polyplac, Polyfix,
Polyjuntas, Polyspuma, Polyhobby, Colataco, Massaplic,
Colabond, Colas escolares KiKo e JuJu, Multifix Branca
e Isopor.
Redelease
A Redelease atua com adesivos selantes de PU e MS
para os segmentos de construção civil,
automotivo e industrial.
Tem
como base de distribuição
as resinas de poliéster, fenólicas,
fibras de vidro, desmoldantes para resinas termofixas
e termoplásticas,
adesivos estruturais e produtos técnicos auxiliares
na injeção, extrusão e sopro
de termoplásticos.
Sika
A Sika produz e comercializa selantes e adesivos à base
de epóxi, poliuretano, híbridos, butílicos,
mistura de resinas base água, silicone etc.
As linhas Sika Flex, Sikadur, Sanisil, Sikasil, SikaBoom
fazem parte deste potfólio de soluções.
Vedacit/Otto Baumgart
A Vedacit/Otto Baumgart dispõe da linha Vedaflex,
fornecida em bisnagas e sachês. Conta com grande
diversidade de cores para atender a todas as necessidades
estéticas e técnicas; e selantes para
fachadas e pisos. Para situações de
pisos de alto tráfego, em instalações
pelas quais transitam empilhadeiras, caminhões
e veículos fora de estrada, dispõe
do Vedaflex 45, fornecido em latas de 800g
na cor preta.
Dow Corning
A Dow Corning fornece uma linha completa de selantes
de silicone de alto desempenho para diversas aplicações
na construção civil, além
dos serviços e soluções relacionados
aos produtos ou às necessidades de nossos
clientes.
Os
produtos da empresa estão classificados
de acordo com a sua aplicação: o selante
para vedações em geral (esquadrias,
box, etc); selantes para juntas de alta movimentação
(estacionamentos, pavimentos rígidos, pré-moldados,
fachadas de cerâmica, granito, chapas de alumínio
composto, aço inoxidável, etc); selantes
estruturais (fachadas structural glazing com garantia
de 20 anos para este processo); silicone para proteção
dos materiais de construção (hidrorepelentes
de base aquosa e solvente, silanos, aditivos,etc);
fita de silicone para recuperação de
juntas de dilatação (DC 123 tape),
entre outros.
“A Dow Corning busca sempre inovar
e oferecer ao mercado a mais nova tecnologia em termos
de silicone. No segmento de construção
civil, comercializamos o novo produto Dow Corning
InstanGlaze, que é um produto
realmente inovador no mercado, sendo um holt-melt
100 % silicone para fixação
do vidro na esquadria de alumínio, madeira
e PVC. Com este produto o cliente consegue um aumento
na produtividade, redução dos custos
e um sistema de vedação superior ao
sistema que é utilizado
atualmente, com gaxetas. Além de inúmeras
outras vantagens”,
diz Gislene Attilio Meyer do departamento de marketing
e vendas da Dow Corning.
O
PAC reflete positivamente dentro da Dow Corning. “Esperamos
que com este incentivo haja um aquecimento na construção
civil e que tenhamos mais investimentos do que no ano
anterior. Com mais construções e obras
a serem lançadas, com certeza mais edificações
irão ser vedadas, e com isso os selantes de
silicone terão uma atuação maior
dentro deste panorama. Outro ponto muito importante é que
hoje em dia as pessoas e as empresas estão preocupadas
com a qualidade da obra, com a necessidade de sistemas
com garantias superiores, com edifícios inteligentes
e ecologicamente corretos, os chamados edifícios ‘green’ que
garantem uma redução no consumo da energia
e com produtos que sejam ecologicamente corretos. Todos
estes fatores vêem de encontro com que a Dow
Corning vem trabalhando e com os produtos e soluções
que oferecemos” conclui Gislene. |